(Fotos: à esquerda um rockeiro de ontem, à direita um rockeiro atual - repare na franja)
O Rock and Roll, estilo musical nascido em meados dos anos 50 do século passado, e amadurecido nas duas décadas posteriores, teve como comburente principal a revolta contra os modelos sociais vigentes. Para se consolidar como estilo musical, o som dos negros estadunidenses encontrou um desafio crucial: teve que romper a barreira quase intransponível do pensamento conservador das elites dominantes.
A figura do rockeiro, paulatinamente, foi associada ao do jovem marginal ou contraventor, assim como todos os partidários de movimentos que tentavam levar ao seio da sociedade idéias renovadoras e progressistas, ou seja, o combate ao status. Os rockeiros, inflamados por ideais contra-culturais, eram vistos como uma ameaça à moral e aos bons costumes. Esse estigma se arrastou durante muito tempo.
Apesar da propaganda antagônica, o rock se mostrou eficiente instrumento no combate às diferenças raciais e sociais. A idéia de um mundo sem Estados, sem religião, onde negros, brancos, vermelhos e amarelos coexistam pacificamente e onde os conflitos não passem de trocas de palavras a fim de chegar num lugar comum, apesar de incomodar as elites capitalistas, foram gritadas aos quatro cantos do mundo pelos músicos e admiradores de Rock. Rompendo barreiras, ganhou projeção e influenciou a cultura do fim do séc XX.
Contra tudo e contra todos. Assim nasceu o Rock and Roll, nasceu adolescente, rebelde em sua essência.
Mas uma máxima sempre prevalece quando as relações de poder estão próximas de serem abaladas, e não poderia ser diferente neste caso: as coisas têm de mudar para que tudo permaneça igual.
Destarte, as peculiaridades do Rock and Roll, aos poucos foram sendo inseridas à cultura tradicional, não porque o mundo finalmente havia mudado, mas simplesmente para que deixasse de ser um incômodo aos modelos existentes.
Neste sentido, coube ao mercado explorar ao máximo o produto Rock and Roll, visando além do lucro, desgastar a imagem rebelde e questionadora. Característica marcante do neoliberalismo é permitir tudo, para que nada atrapalhe a voracidade do capital.
Os meios de comunicação de massa gradativamente cederam espaço para os elementos do Rock and Roll que interessavam ao mercado, como, por exemplo, a vestimentas. O que costumava ser uma especialidade involuntária dos rockeiros, passou a proporcionar, ao público em geral, a sensação de rebeldia (sem causa), demonstrado no simples fato de se usar uma calça jeans. Esvaziaram-se os ideais, sobrou a carcaça.
O racismo, a desigualdade, as guerras, a opressão, os preconceitos, etc. ainda fazem parte de nosso cotidiano, mas não são objeto de combate pelos rockeiros (mais preocupados em não despentear suas franjas). O rockeiro de hoje, salvo raríssimas exceções, esta mais preocupado em manter a estética para que os outros os reconheçam como rockeiro do que com o que se passa no meio em que vive: mais vale um cabelo estiloso e meia dúzia de piercings do que uma idéia na cabeça.
A figura do rockeiro, paulatinamente, foi associada ao do jovem marginal ou contraventor, assim como todos os partidários de movimentos que tentavam levar ao seio da sociedade idéias renovadoras e progressistas, ou seja, o combate ao status. Os rockeiros, inflamados por ideais contra-culturais, eram vistos como uma ameaça à moral e aos bons costumes. Esse estigma se arrastou durante muito tempo.
Apesar da propaganda antagônica, o rock se mostrou eficiente instrumento no combate às diferenças raciais e sociais. A idéia de um mundo sem Estados, sem religião, onde negros, brancos, vermelhos e amarelos coexistam pacificamente e onde os conflitos não passem de trocas de palavras a fim de chegar num lugar comum, apesar de incomodar as elites capitalistas, foram gritadas aos quatro cantos do mundo pelos músicos e admiradores de Rock. Rompendo barreiras, ganhou projeção e influenciou a cultura do fim do séc XX.
Contra tudo e contra todos. Assim nasceu o Rock and Roll, nasceu adolescente, rebelde em sua essência.
Mas uma máxima sempre prevalece quando as relações de poder estão próximas de serem abaladas, e não poderia ser diferente neste caso: as coisas têm de mudar para que tudo permaneça igual.
Destarte, as peculiaridades do Rock and Roll, aos poucos foram sendo inseridas à cultura tradicional, não porque o mundo finalmente havia mudado, mas simplesmente para que deixasse de ser um incômodo aos modelos existentes.
Neste sentido, coube ao mercado explorar ao máximo o produto Rock and Roll, visando além do lucro, desgastar a imagem rebelde e questionadora. Característica marcante do neoliberalismo é permitir tudo, para que nada atrapalhe a voracidade do capital.
Os meios de comunicação de massa gradativamente cederam espaço para os elementos do Rock and Roll que interessavam ao mercado, como, por exemplo, a vestimentas. O que costumava ser uma especialidade involuntária dos rockeiros, passou a proporcionar, ao público em geral, a sensação de rebeldia (sem causa), demonstrado no simples fato de se usar uma calça jeans. Esvaziaram-se os ideais, sobrou a carcaça.
O racismo, a desigualdade, as guerras, a opressão, os preconceitos, etc. ainda fazem parte de nosso cotidiano, mas não são objeto de combate pelos rockeiros (mais preocupados em não despentear suas franjas). O rockeiro de hoje, salvo raríssimas exceções, esta mais preocupado em manter a estética para que os outros os reconheçam como rockeiro do que com o que se passa no meio em que vive: mais vale um cabelo estiloso e meia dúzia de piercings do que uma idéia na cabeça.
**HTB**






