quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Um conto da África


Atenção os personagens desse texto são todos puramente fictícios, é um texto com um péssimo nível de humor e nem vale a pena ser lido.



O sol ardia na savana, a única coisa que se podia ver era uma pequena mancha em contraste com o seco chão, seu nome era Jean (vou colocar um nome brasileiro para facilitar a leitura ^^). Ele passava as manhas correndo pelas savanas da Somália, pensando num dia quem sabe, ter o universo e tudo o mais. Ou apenas algo que pudesse ser usado para manter sua barriga e de seus 35 irmãozinhos cheia. Estava cansado de ter de quase todo dia brigar com as hienas e no fim ser roubado pelos urubus, a vida na Somália era dura.
Tinha 2 anos de idade, já conseguia falar a linguagem nativa e correr velozmente, era isso ou ser comido por aqueles que corriam mais que ele. A sobrevivência o ensinou, o fortaleceu.
Aos 3 anos começou a usar a cabeça, num certo dia ele percebeu que o animal mais rápido do mundo era uma galinha quando atravessava a Somália, e ela só tinha toda essa velocidade pois o segundo animal mais rápido estava em seu encalço, esse animal era o somaliano faminto!
Percebendo que estava começando a estalar crocantes e serelepes idéias em sua cabecinha castigada pelo sol, chegou a uma conclusão, abrir uma farmácia, com isso pensou em conversar com seu avo sobre seu investimento.
Seu avo era um homem sábio e muito vivido já estava em seus últimos anos de vida, tinha cerca de 27 anos de idade, era o ancião da aldeia.
- Vô! Vô! Tive uma brilhante idéia!
Seu avo abre com dificuldade os olhos, olha para o neto que esta radiando de felicidade e com dificuldade pergunta:
- E qual é sua tão especial idéia?
- Eu percebi que muitos em nossa tribo e mesmo em nossas terras ficam doente ou se machucam quando brigam por causa de um macaco morto, logo vou abrir uma farmácia!
Seu avo triste por ter de discordar do neto olha para o chão, cai uma gota de lagrima que não consegue tocar o árido solo e fala:
- Meu filho, lamento lhe falar mas farmácias não funcionam por aqui, a maioria dos remédios precisam ser consumidos depois de cada refeição, pense... ...quando foi sua ultima refeição?
O pequeno Jean triste e desconsolado pela sábia verdade que seu avô acaba de lhe falar sai andando sem rumo e chutando pedras, quando que por milagres ele chuta algo que não era uma pedra, era como se fosse uma benção dos deuses! Era aquilo que ele precisava! Agora ele se tornaria um verdadeiro empresário! Era um pacote de Bolachas de Água e Sal, pegou aquele pacote na mão, ainda tremulo. Ergueu o pacote para o alto e falou com força!

- Pois se uma farmácia aqui não pode existir, com todo esse estoque, abrirei um mercado!