quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

24. Destino

Fomos acorrentados e levados a uma masmorra. Lá haviam vários ladrões e descumpridores da lei de Cezar. Pedi a Jose , o longo, uma cela separada do Gladiador, mas ele se negou a me ajudar. Maximo estava doente pra me encher de porrada e eu tentava convence-lo do contrario:
- Gladiador, eu não sabia que teu nome se escrevia com xis. E a borboleta ficou muito style. Não fica chateado comigo, não!
- Estou humilhado! No corredor me chamaram de homem borboleta. Na arena eu mato o leão e depois te arrebento, seu fariseu do inferno...- Disse o gladiador me olhando de lado. Minha situação não era das melhores e parece que a morte batia a minha porta. Agora não havia T2000 nem Jesus pra me ajudar. Sentei num canto da cela e esperei o destino cumprir sua sina. Cláudius que usava a alcunha de Lamosca , famoso sonegador de impostos me pergunta:
- Ei cagão, esta se borrando de medo porque? Senta que o leão é manso! Com um assopro ele cai. Daí é só pedir perdão a Pilatos.
- Do leão eu nem tenho medo. Foda é o Gladiador que quer me pegar...to fudido!!
- O homem borboleta?!?!? Aquilo é viado!! Onde já se viu homem com borboleta na braço?? Viado pesado!
- Vai nessa!! O cara é macho e bravo!! – Foi quando Paulo Henriques, chamado James o pornográfico, no canto da cela fala sem tirar os olhos de seus pergaminhos:
- Só existe uma maneira de saber se o homem é frutinha ou não. De a ele essas ilustrações de fêmeas sedentas de sexo e vejam a expressão no rosto do infeliz: se ele sorrir é homem, caso ele se assuste , é viado na certa.